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Mulheres de Santa Maria unidas em palestra para discutir empoderamento

Um diálogo com as mulheres de Santa Maria para falar sobre o Empoderamento da Mulher marcou à tarde desta sexta-feira (1º), quando a deputada Celina Leão, presidente da Câmara Legislativa do DF, abriu os trabalhos chamando a atenção das muitas mulheres que ocuparam uma das salas da Associação de Produtores Artesanais de Santa Maria (Apas), especialmente sobre a violência contra a mulher, tanto no ambiente doméstico quanto fora dele.

Mas o público não foi só de mulheres. Muitos homens participaram do evento com participação efetiva na discussão sobre o tema. O evento é uma parceria entre a Apas e organização Women’s Democracy Network – Representação no Brasil.

“Uma em cada três mulheres sofreu violência durante a vida. Trata-se de grave violação dos direitos humanos que precisa ser combatida por toda a sociedade. Os custos sociais e econômicos são enormes e o sofrimento das vítimas, além da imaginação”, comentou Celina Leão diante da plateia.

A deputada destacou sobre os índices de violência contra a mulher. “O Distrito Federal encontra-se no oitavo lugar entre as capitais brasileiras na questão do homicídio de mulheres, enquanto o Brasil ocupa o quinto lugar entre 83 países analisados no estudo Mapa da Violência 2015.

Anualmente o número de mulheres vítimas da violência de gênero é maior do que o número de vítimas de todos os conflitos armados no mundo”, contabilizou.

Celina explicou que a violência contra a mulher é uma das formas de discriminação e de violação dos direitos humanos que deve ser combatida por governos e sociedade. “Este tipo de violência não se limita a uma cultura, região, classe social ou grupo específico de mulheres. Independem de fatores como etnia, idade, orientação sexual, incapacidade, naturalidade, nacionalidade ou religião”. E completou: “As mulheres que são vítimas de violência são acometidas de vários problemas de saúde e possuem menor capacidade de obter rendimentos e de participar na vida pública.

Como exemplo Celina disse que é a única mulher, no Brasil, que é presidente de uma Assembleia Legislativa. Citou ainda  que durante a reforma política, o projeto de lei que previa 30% das vagas para candidatas foi aprovado no Senado, onde proporcionalmente tem mais mulheres. “Ao chegar à Câmara dos Deputados, onde tem pouco mais de 9% de mulheres parlamentares, não foi aprovado”, comentou, exemplificou quanto à baixa representatividade da mulher no Congresso.

Segundo dados do Sistema Único de Saúde (2014) aproximadamente 107 mil meninas e mulheres foram atendidas pelo SUS vítimas de violência doméstica no país. “Isto é um grave problema social, pois empobrece as famílias, desperdiça dinheiro público e dos empregadores e ainda reduz substancialmente a utilização do potencial e da força de trabalho feminina”.

Diante do quadro e os números de violência que crescem no país, encorajou as mulheres vítimas de violência que denunciem seus agressores, que não se calem e que recorram á justiça. “Aqui temos cartilhas explicativas sobre o que é violência, o que fazer e vocês ainda têm o Ligue 180, número disponível para denúncias. Não se cale. Denuncie. O importante é quebrar o silêncio”, incentivou.

Celina disse ainda que a mulher precisa de buscar seu lugar ao sol, mas que não devem querer ser mais que os homens. “Todos têm suas oportunidades. Nós somos capazes, temos força e coragem. Mas precisamos começar acabando com o preconceito pela outra mulher. Muitas falam falam mal dos outras por preconceito. Temos de mudar isso. Respeitar as outras mulheres e nos unirmos”, convocou.

As colocações de Celina provocaram a platéia que deu exemplos, tanto de violência doméstica quanto da falta de colaboração dos companheiros nos afazeres domésticos. A deputada apresentou números. “Tive acesso a estatísticas que mostram que 90% das mulheres que trabalham fora se envolvem no trabalho doméstico após o expediente, e que apenas 30% dos homens participam dos trabalhos domésticos após o trabalho”.

Entre as mulheres que participaram do evento, estava a operadora comercial Marta Maria Rodrigues, 37 anos, casada, que elogiou a iniciativa da deputada de participar do evento. “É muito bom discutir o assunto com profissionais que nos explicam assuntos que não temos oportunidade de falar no dia a dia. E ainda de quebra ouvir a deputada que tem muito a nos ensinar, é uma grande chance de acrescentar conhecimento as nossas vidas”, elogiou a jovem que foi a primeira a receber seu diploma de participação do evento das mãos da deputada Celina Leão.

ASCOM da Deputada Celina Leão