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GDF vai ampliar rastreamento de medicamentos na rede pública de saúde

Sistema implantado inicialmente no Hospital de Santa Maria vai atender cerca de 11 mil pessoas nesta unidade


Utilizado pioneiramente no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), segunda maior unidade do Distrito Federal, o sistema de rastreabilidade dos medicamentos prescritos aos pacientes será ampliado para outras unidades da rede pública. O anúncio foi feito pela governadora em exercício Celina Leão durante visita ao local.


Em fase de testes, o sistema mapeia e gera o histórico de cada posição do medicamento, desde a origem até o consumidor final. Ele permite, por exemplo, ao médico saber o que o paciente tomou, a que horas tomou, a quantidade e onde. Somente no Hospital Regional de Santa Maria, cerca de 11 mil pessoas serão beneficiadas mensalmente pela plataforma, que em breve estará disponível no Hospital de Base e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).


A rastreabilidade dos medicamentos permite ao médico saber o que o paciente tomou, a que horas tomou e a quantidade | Fotos: Renato Alves/ Agência Brasília


“Esse é o tipo de gestão técnica que nós queremos na área da saúde. É a garantia de que não vai faltar medicamento, de que nós não vamos perder o medicamento por prazo de validade. Essa experiência, que já começa hoje no Hospital de Santa Maria, tem determinação de ser expandida para todos os hospitais – o próximo será o Hospital de Base. E aí nós vamos ter uma diminuição das compras emergenciais por falta de medicamento. É usar as ferramentas de tecnologia a favor da população”, afirmou a governadora em exercício Celina Leão.


Responsável pela administração do Hospital de Santa Maria, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) disse que o sistema vai permitir a redução de estoques, a programação de compras e rastrear toda a cadeia de suprimentos. O projeto começou pela UTI Adulto, Centro Obstétrico e Unidade de Cuidado Intensivo Neonatal (Ucin).


A medida também é prevista em protocolos de saúde, conforme explica o presidente do IgesDF, Juracy Cavalcante Lacerda Júnior. “Quando a gente fala em metas internacionais de segurança do paciente, a terceira delas é a segurança da medicação. Então, a rastreabilidade vem no rol do novo modelo de gestão pautado na governança clínica. A ideia é garantir que o medicamento que sai da farmácia vá ser ministrado de maneira correta ao paciente”, detalhou o presidente. “Perda de medicamentos por validade pode acontecer em todos os hospitais. A gente quer controlar isso para otimizar a gestão, para gerar uma economicidade aos cofres públicos”, acrescentou.


O HRSM é o segundo maior hospital do DF, atrás apenas do Hospital de Base, e dispõe de 384 leitos, sendo 60 de UTI. O centro hospitalar conta com unidades de terapia intensiva (UTI) Adulto e de Neonatologia, além de Unidade de Cuidados Intermediários para Recém-Nascido (UCIN) e Unidade de Cuidados Prolongados (UCP).


“Temos como atendimento de porta, em média, dez mil atendimentos por mês. A internação clínica alcança 900 a 950 internações. Todo esse número mensal vamos garantir a rastreabilidade dos medicamentos”, pontuou a superintendente do hospital, Eliane Souza de Abreu.


Presente na visita ao HRSM, a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, revelou que uma pesquisa feita pela Secretaria de Saúde apontou uma satisfação dos colaboradores com a unidade e o desejo de permanência no local. “Há um desejo do trabalhador da rede de permanecer em Santa Maria. Isso nos traz a reflexão de que o trabalhador não quer sair deste equipamento público porque aqui se oferta uma saúde de excelência, de qualidade e de comprometimento”, avaliou.


Novos equipamentos


No início deste mês, foi inaugurada uma sala especializada e equipada com o primeiro tomógrafo odontológico da rede pública. A odontologia do HRSM é, inclusive, destaque no atendimento a pacientes com transtorno do espectro autista (TEA), tanto em nível ambulatorial, por meio do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) quanto em nível hospitalar, com atendimento no centro cirúrgico com anestesia geral.


Dados do Ministério da Saúde sobre procedimentos em centro cirúrgico a pacientes com deficiência, apontam que o hospital registrou mais de 50% dos atendimentos feitos pela rede pública e privada do DF nos últimos quatro anos.


Por Agência Brasília

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