Câmara em Movimento

População do Areal pede retirada de albergue e quer mais segurança A população perguntou e os parlamentares responderam. Foi assim para os mais de 18 moradores da região de Águas Claras, Arniqueiras e Areal, que comparecem à 13ª edição do projeto Câmara em Movimento, realizada nesta quarta-feira (15). Eles haviam se inscrito para fazer reivindicações aos deputados distritais.

O objetivo do Câmara em Movimento é levar as sessões ordinárias às regiões do DF. Também participaram centenas de moradores das três cidades, assim como comerciantes e representantes do governo, que lotaram a Escola Técnica de Brasília. A presidente da Câmara Legislativa do DF (CLDF), deputada Celina Leão, abriu os trabalhos, ao lado dos deputados distritais.

Em diversos momentos ficou evidente que, a principal reivindicação da população, é a retirada do Albergue Conviver da região. “A população quer o fechamento de albergue para pessoas em situação de rua. Ficamos sobressaltados todos os dias. Alguém precisa tomar uma providência”, disse a aposentada Vera Riesemberg, moradora do Areal há 36 anos.

As críticas são extensas sobre o albergue. Os habitantes dizem não haver condições de manter aquela instituição que chamam de problema. Durante as intervenções foram relembrados estupros e até o assassinato recente de uma jovem, divulgado amplamente pela mídia. E Rafael Orleans, morador do Areal, destacou que sua filha quase foi estatística e reforçou o pedido de fechamento do albergue. “Minha filha já foi assediada ao passar em frente ao albergue, quando vinha me visitar. Hoje, ela não vem mais, por medo e por precaução”, exemplificou.

Além dos pedidos de fechamento do local, também foram apresentadas alternativas, como a de Zenon Luz Ribeiro, morador do Areal. “Vocês poderiam apresentar um projeto que mude aquela área para receber uma escola de ensino médio, que ainda não temos”, sugeriu.

Celina Leão explicou que a iniciativa desse tipo de projeto deve partir do Poder Executivo, mas solidária ao pedido da comunidade, apresentou uma alternativa. “Vamos criar um projeto de lei proibindo a instalação e permanência desses albergues em áreas residenciais, com prazo de 180 dias para cumprimento da lei”, garantiu a parlamentar. Antes do término da sessão os deputados assinaram o projeto de lei.

Os moradores da região também reivindicaram mais atenção à saúde e à educação, assim como pediram que a creche já existente na região fosse reaberta. Wesley Lustosa, morador de Arniqueiras, deu seu recado: “A creche está pronta e abandonada, com o mato tomando conta. Isso é um absurdo, aquela obra custou mais de R$ 2 milhões”, disse.

Celina também fez uma intervenção e apresentou uma proposta, para que os 24 parlamentares destinem emendas orçamentárias para garantir o funcionamento da creche. “Se garantirmos o dinheiro, o governo não terá mais desculpas”, avaliou Celina, que foi acompanhada por Rafael Prudente, que analisou o custo da manutenção. “O custo de manutenção dessa creche é baixo. Podemos resolver essa questão com a apresentação de emendas parlamentares”, concordou.

Também foi pedida a construção de uma escola de Ensino Médio, Posto de Saúde e a construção de uma feira livre, cujo terreno já está destinado para tal atividade, e que hoje funciona em local provisório. A deputada Telma Ruffino comprometeu-se a apresentar uma emenda orçamentária para atender a demanda e o deputado Agaciel Maia (PR) garantiu a inclusão dessa emenda no Projeto de Lei Orçamentária.

O presidente da Associação dos Feirantes do Areal, Francisco Marques Bandeira, morador da região há 38 anos, ficou satisfeito com a sessão do Câmara em Movimento. “Foi de grande importância a presença dos deputados, aqui. Queremos a execução da obra de construção da feira. A deputada Telma Rufino já tem o projeto. Agora, com a visita dos parlamentares, acreditamos que ela vai acontecer e trazer a feira com água, luz, esgoto, calçamento. Queremos trabalhar na feira com infraestrutura”, pediu o morador.

Já a aposentada Liomar Duarte, que também teve espaço para fazer reivindicações, pediu escola de 2º Grau e Posto de Saúde. “Para que se construa a escola e o posto o albergue tem de ser removido. Não temos área para isso. A comunidade daqui é carente e precisa dessas duas benfeitorias. O albergue não traz benefícios. Temos perdido muitos jovens porque acabam se envolvendo com as pessoas do albergue e passam a consumir drogas. Precisamos de muitas coisas, aqui, mas tem de começar por algum ponto, e os que eu acho imprescindíveis são estes”, esclareceu a moradora.

ASCOM da Deputada Celina Leão

© 2019 - 2020 Celina Leão - Deputada Federal. 

  • Instagram - White Circle
  • Twitter - Círculo Branco
  • YouTube - Círculo Branco
  • Facebook Clean